quarta-feira, 19 de novembro de 2008

INICIATIVA DA JSD FAFE NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE FAFE




A JSD da Secção de Fafe, irá na próxima quarta-feira às 10h00, realizar uma iniciativa junto à Escola Secundária de Fafe, que visa essencialmente, demonstrar a todos os estudantes do nosso concelho que a JSD DE FAFE está atenta as questões politicas dos jovens, não querendo deixar passar em claro a situação caótica das escolas e do sector educativo no nosso país.

Achamos que os estudantes e a juventude portuguesa merecem um gesto de humildade por parte do Governo.

A JSD DE FAFE defende um sistema educativo sério e global, iremos continuar a estar ao lado dos alunos e professores, pois acreditamos que só deste modo, é que as condições de ensino-aprendizagem serão devolvidas às escolas e para que jovens portugueses possam retomar o seu normal percurso educativo.

Pois achamos que os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e principalmente, os alunos e as suas famílias, estão a ser prejudicados com o clima de intranquilidade que se vive nas escolas.

sábado, 15 de novembro de 2008

Candidato a líder da JSD Bruno Ventura defende demissão da ministra


O candidato a líder da JSD Bruno Ventura defendeu hoje a demissão da ministra da Educação, apelando a que não se prolongue "a situação caótica" das escolas "apenas pela arrogância ou pela teimosia do primeiro-ministro".

Através de um comunicado, Bruno Ventura defendeu que "para que as condições de ensino-aprendizagem sejam devolvidas às escolas e para que os jovens portugueses possam retomar o seu normal percurso educativo é urgente substituir a ministra da Educação, porquanto esta governante é, em si, o foco do problema".

"Os estudantes e a juventude portuguesa merecem este gesto de humildade por parte do Governo. O que está em causa é demasiado importante para que uma situação caótica seja mantida apenas pela arrogância ou pela teimosia do primeiro-ministro", acrescentou o candidato a líder da JSD.

DECLARAÇÃO DA PRESIDENTE DO PSD



A avaliação dos professores é um princípio que o PSD defende
intransigentemente.
Só que o modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está a criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial.

O Governo impôs um processo que tem dado origem a um clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes, que está a prejudicar o sistema educativo.

A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino – a motivação dos professores.

Por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação.

Entendemos que, desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo
de avaliação, sério e eficaz, assente fundamentalmente em três vectores:

• A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar.

• A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo.

• E igualmente se deve acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda.

Insistir no actual modelo é pura perda de tempo.

Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e principalmente,
os alunos e as suas famílias, estão a ser prejudicados com o clima de
intranquilidade que se vive nas escolas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

VISITA DA MINISTRA - POSIÇÃO DA JSD FAFE




Tendo em consideração os últimos acontecimentos em Fafe, com a visita da Ministra da Educação a Fafe, a Comissão Politica da JSD de Fafe decidiu tornar pública a sua opinião sobre a recepção que a ministra teve em Fafe.

Não sendo esta a forma normal que os fafenses têm de receber os seus visitantes, explica-se esta reacção dos estudantes e professores de Fafe com a péssima politica que esta ministra tem tido ao longo do seu governo na Educação.
Percebe-se que esta perseguição aos professores e alunos, perturba o dia a dia das famílias, pois de uma forma prepotente a ministra da educação impõe todas as suas ideias quase ditatoriais, lembrando antigos regimes na forma como executa as suas políticas.

Não bastando isto, a Ministra não tem humildade para perceber que as suas politicas não são bem aceites pelas pessoas e como tal, interpretou que pelo facto de Fafe ser uma câmara socialista que seria bem recebida, pois bem, mais uma vez enganou-se, pois as politicas que ela executa não tem cor politica, mas pelo contrario tem falta de bom senso.

Desta forma a JSD de Fafe solidariza-se com os motivos que originaram o protesto, não tanto com a forma.

A ministra e a Justiça de Fafe






Cerca de três centenas de manifestantes, entre alunos e professores, obrigaram esta tarde a Ministra da Educação a abandonar a cidade de Fafe, sem cumprir o evento que tinha programado. Com palavras de ordem e ovos, os protestantes nem deixaram a ministra pôr o pé fora do carro.



Maria de Lurdes Rodrigues tinha programada a presença na entrega de diplomas a mais formandos do Centro de Novas Oportunidades da Escola Profissional de Fafe. À chegada ao Estúdio Fénix, local marcado para a sessão, Maria de Lurdes Rodrigues deparou-se com a manifestação.


Os alunos aproximaram-se rapidamente da viatura oficial, alguns atirando ovos, e a ministra nem chegou a sair do carro. Após uma curta conversa circunstancial com o presidente da Câmara Municipal o carro da governante arrancou a grande velocidade em direcção à auto-estrada.

Na sua frente seguiu o carro que transportava Margarida Moreira, directora da Direcção Regional de Educação do Norte. Sujeito à ira dos alunos esteve a viatura oficial do município de Fafe.

Após este incidente chegaram ao local mais reforços da GNR que controlaram a situação. No entanto, há a registar a identificação de alguns alunos e a apreensão de algumas caixas de ovos.

A cerimónia de entrega de diplomas decorreu sem a presença da Ministra.

Para quem desconhece, a isto se chama "Justiça de Fafe" e como em outros tempos, os alunos de Fafe honraram, hoje, ao mais alto nível.


Com Fafe ninguém fanfa!

sábado, 25 de outubro de 2008

XX CONGRESSO NACIONAL DA JSD DIA 28, 29 E 30 EM PENAFIEL



Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e dos Regulamentos aplicáveis, convoca-se os militantes da Secção de FAFE, para reunir no dia, horas e local abaixo indicados,com a seguinte ordem de Trabalhos:

Ponto único: Eleição do (s)

Delegado (s) ao XX Congresso da JSD.

Dia: 25 de Outubro de 2008

Horário da Votação: das 16h00 às 20h00

Local da eleição: Sede do PSD -Praça 25 de Abril

LISTA DE DELEGADOS AO CONGRESSO NACIONAL DA JSD

Jorge Adélio Martins Pereira da Costa, Militante N.º 84099

Duarte Pascal Freitas Noval, Militante N.º 65038

Vanessa Claudia Nogueira da Rosa Barata, Militante N.º 162391

Vitor Manuel Sampaio Teixeira, Militante N.º 134283

terça-feira, 14 de outubro de 2008

VISITA AO PARLAMENTO EUROPEU









A Juventude Sócial Democrata (JSD) da Concelhia de Fafe esteve de 11 a 13 de Outubro, em visita oficial ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, a convite da Eurodeputado do PSD Carlos Coelho.

A visita teve como finalidade o melhor conhecimento das instituições europeias e de matérias de regulação europeia que mais afectam a comunidade concelhia, designadamente, a Política Agrícola Comum, o impulso às Novas Energias e a maior atenção aos jovens na União Europeia, nomeadamente a Europa dos Cidadãos.

A delegação de Fafe foi composta por Duarte Pascal, Presidente da JSD de FAFE, Vanessa Barata, Vice-Presidente da estrutura fafense.

Para a da JSD FAFE tratou-se de uma iniciativa importante, porque as matérias que aqui tratamos permitem-nos falar com conhecimento de causa, podemos com isto, formular um juízo sobre elas mais informado, inclusivamente contestá-las e reivindicavas.

Nomeadamente, no que diz respeito, à maior atenção que a União Europeia deve dar aos jovens nas políticas da EU recentemente a Comissão Europeia no seu Livro Branco intitulado “UM NOVO IMPULSO À JUVENTUDE EUROPEIA”, estabeleceu como objectivo a prestação de uma maior atenção aos jovens noutros domínios de acção, em especial a educação e aprendizagem ao longo da vida, o emprego, a integração social, a saúde, a autonomia dos jovens, a mobilidade, os direitos fundamentais e a não-discriminação.

Da visita ainda houve oportunidade para conhecer em Bruxelas o seu raro conjunto de monumentos históricos e arquitectónicos, bem como a sua efervescência cultural e a sua rica gastronomia.

domingo, 5 de outubro de 2008

Discurso do Pesidente da República:Comemorações do 98º aniversário da Implantação da República

O Presidente da República, Cavaco Silva, advertiu hoje que o dever do Estado é nunca esquecer os mais pobres e fazer uso ponderado dos dinheiros públicos, assumindo como pilares fundamentais da sua actuação a justiça e a segurança.

Cavaco Silva falava na cerimónia comemorativa da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, na Praça do Município, após o discurso do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

Com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e o primeiro-ministro, José Sócrates, a escutá-lo, o chefe de Estado advertiu que "o Estado nunca pode esquecer aqueles que têm muito pouco, os mais frágeis e desprotegidos, os que se encontram em situação de pobreza".

Num discurso em que se referiu ao actual quadro de dificuldades económicas nacionais e internacionais, o Presidente da República defendeu que os portugueses "têm o direito a esperar do Estado que faça bem o que lhe compete fazer: que seja rigoroso e ponderado no uso dos dinheiros públicos e que os impostos sejam justos e razoáveis".

"O Estado tem de garantir dois valores essenciais, a justiça e a segurança. Deve promover o acesso de todos aos cuidados de saúde, como deve oferecer um ensino de qualidade e uma rede de protecção social que proteja os cidadãos", frisou.

Após estes avisos, Cavaco Silva deixou uma mensagem de confiança no futuro do país.

"Do mesmo modo que não escondo a verdade dos tempos difíceis que vivemos, não escondo a verdade da minha confiança num Portugal melhor", disse.

Sobre a saúde da democracia portuguesa, o chefe de Estado referiu que o país "vive um período de estabilidade política", havendo "condições de governabilidade".

No entanto, admitiu que "podem e devem ser introduzidas alterações pontuais para melhorar a qualidade da democracia e aproximar o poder dos cidadãos".

Na cerimónia comemorativa do 5 de Outubro, estiveram presentes os presidentes do Supremos Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, do Tribunal de Contas, Guilherme d´Oliveira Martins, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, a líder do PSD, Manuel Ferreira Leite, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, os deputados Helena Pinto (Bloco de Esquerda) e do CDS (António Carlos Monteiro).

Na tribuna de honra encontravam-se ainda os ministros da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, das Obras Públicas, Mário Lino, o presidente do PS, Almeida Santos, e o ex-Presidente da República Jorge Sampaio.

PMF.

Lusa/fim

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

JSD acusa Sócrates de silenciar JS

A Juventude Social Democrta JSD acusou o José Sócrates, Primeiro Ministro e secretário-geral do PS de ser “sufocante” e silenciar a JS.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Juventude Social-Democrata (JSD), Pedro Rodrigues, quis destacar “a dualidade entre PS e PSD no que respeita à liberdade de voto”.

“O PSD é o partido das liberdades, que respeita as posições individuais dos seus deputados. Isto deve ser sublinhado”, defendeu Pedro Rodrigues.

O presidente da JSD descreveu a seguir o que considera ser a situação no PS: “Um primeiro-ministro sufocante, que não ouve os outros, que não dá liberdade de voto em relação a uma questão de consciência e à qual ele próprio já manifestou a sua posição favorável em tempos passados”.

“Não deixa os deputados falar. O PS silenciou a Juventude Socialista (JS) numa matéria crucial para a JS”, acrescentou.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

LAURENTINO DIAS MAIS UMA VEZ "CONTRA A JUVENTUDE"



No seguimento da proposta apresentada pelo deputado da JSD na última Assembleia Municipal, a comissão Politica da JSD de Fafe, vem demonstrar todo o seu repudio com o voto do Presidente da Assembleia Municipal na Proposta do CMJ. Para que conste o Presidente da Assembleia Municipal absteve-se na votação que visava criar uma Comissão especializada da acompanhamento à implementação do CMJ em Fafe, possibilitando desta forma aos Jovens Fafenses um fórum de debate que poderia dar fortes contributos a novas politicas de juventude na cidade de Fafe.

Se era de esperar o voto contra do Partido Socialista em Fafe, pois pretende amordaçar a criação de novas ideias, não era de esperar o voto do presidente da Assembleia Municipal, que é ao mesmo tempo Secretário de Estado da Juventude, desta forma Laurentino Dias associasse mais uma vez a uma luta contra os jovens esquecendo-se completamente do cargo que ocupa perante os Portugueses.

A JSD de Fafe vem ao longo dos tempos a pedir a separação das pastas do Secretário de Estado, uma vez que passados três anos da sua nomeação, não se lhe reconhece uma ideia para a juventude portuguesa, mais triste é o facto do secretário de Estado, contribuir em Fafe para silenciar a Juventude.

sábado, 27 de setembro de 2008

Proposta da JSD para a criação de uma comissão especializada da Juventude



ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 26 DE SETEMBRO DE 2008

PROPOSTA APRESENTADA



A preocupação dos agentes políticos pelo Futuro de cada terra mede-se pela preocupação que demonstram pelos seus jovens.

Esta preocupação com os jovens é importante na medida em que reflecte a necessidade que a Sociedade deve ter em preparar da melhor forma aqueles que, pela lei da vida, sucederão no comando dos destinos de todos. Quanto melhor preparados estiverem os jovens para agarrarem a responsabilidade de gerir e planear os destinos comuns, melhores hipóteses há de crescimento sustentado para a Sociedade.
Assim, a actividade política na juventude, bem como a actividade associativa devem ser elementos de participação cívica a que devemos prestar a nossa atenção, pois é daí que surgem os jovens de quem depende o Futuro.

Neste momento, encontra-se em fase final o projecto de lei que cria o Regime Jurídico dos Conselhos Municipais de Juventude. É uma proposta de alguns deputados do Partido Socialista na Assembleia da República e que merece o total apoio do PSD. Em democracia, apoiar um bom projecto é sinal de honestidade intelectual e de interesse pelo desenvolvimento do País.

Fafe, infelizmente, não faz parte dos “muitos municípios portugueses” onde houve preocupação pelos jovens e pelas instituições que os representam.
Fafe, infelizmente, não acompanha as alterações da nossa sociedade e não se preocupa em combater o afastamento dos jovens da política e da cidadania activa.
Fafe, infelizmente, não sabe o que é um Conselho Municipal de Juventude, apesar de ter um Secretário de Estado da Juventude.
A criação do Conselho Municipal da Juventude de Fafe era uma obrigação e uma responsabilidade a que este Executivo Municipal se furtou ao longo destes anos.
Se até hoje não foi criada uma estrutura que é, por excelência, fórum de debate, órgão de apoio, de informação e consulta, junto das Câmaras Municipais, onde estão representadas as organizações juvenis de cada município e de onde partem acções para a resolução dos problemas locais, devemos questionar a importância que damos aos nossos jovens.
Apesar do óptimo exemplo que são os Conselhos Municipais de Juventude de muitos concelhos vizinhos, em Fafe, a Câmara Municipal manteve um irresponsável afastamento dos jovens, das suas aspirações e da preparação do seu Futuro.
Neste momento, criar um Conselho Municipal de Juventude estará pendente da aprovação da nova legislação. No entanto é uma imposição legal a que a Câmara Municipal e esta Assembleia, felizmente para os jovens, estarão obrigadas.
No artigo segundo do regime jurídico proposto, versa a seguinte definição para Conselho Municipal de Juventude: “ O conselho municipal de juventude é o órgão consultivo dos órgãos dos municípios sobre matérias relacionadas com a política de juventude.”

Uma boa noticia, portanto, para o Sr. Presidente: finalmente terá bons conselhos para as políticas de juventude em Fafe…! Ironia das ironias, serão conselhos vindos dos jovens que até hoje não tem ouvido!
É, portanto, fácil de concluir que a falta de um CMJ em Fafe até hoje, conduziu ao deserto árido que são as políticas de juventude desta Câmara Municipal.

Pela responsabilidade que todos temos nesta Assembleia em cuidar pela qualidade da democracia e pela importância que terá para Fafe a criação do Conselho Municipal de Juventude, é para o PSD fundamental que a Assembleia Municipal de Fafe participe activamente na implementação do Conselho Municipal de Juventude.

Ao apadrinhar a criação do CMJ de Fafe esta Assembleia Municipal estará a cumprir os seus desígnios enquanto fórum de representação de todos os fafenses, dos mais velhos aos mais jovens, prestando um óptimo exemplo de responsabilidade política face ao Futuro da nossa terra.

Estamos certos que o esforço de todos neste projecto será recompensado no Futuro com jovens melhor preparados para participarem em Sociedade, estabelecendo novos padrões para a cidadania activa em Fafe.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ministério sabia que subida das notas a alunos do 12.º era ilegal





Os serviços de acesso ao ensino superior, tutelados pelo ministro Mariano Gago, sabem, pelo menos desde 3 de Setembro, que os certificados de equivalência ao 12.º que receberam dos serviços do Ministério da Educação, referentes a alunos de alguns currículos estrangeiros, foram calculados de forma ilegal. Isto, por se basearem numa proposta de lei que não estava, e não está, em vigor.

Mas, a avaliar pelas respostas enviadas ao PÚBLICO na passada segunda-feira, 22 de Setembro, pelo director-geral do Ensino Superior, António Mourão, nada foi feito. "A Direcção-Geral do Ensino Superior aceita como válidos todos os documentos equivalentes ao 12.º ano, devidamente autenticados pelas entidades emissoras que têm competência para tal", lia-se na resposta escrita. Garantia-se ainda que não tinha sido comunicada, "por parte destas entidades, qualquer situação de erro de serviço ou eventualmente irregular".

Ora, no dia 3 de Setembro, o coordenador do Gabinete de Assuntos Jurídicos e de Concessão de Equivalências da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), Pedro Martins, tinha informado Acácio Baptista, director de Serviços do Acesso ao Ensino Superior e a pedido deste, o seguinte: "Os cálculos das classificações das equivalências das habilitações obtidas pelos alunos nas escolas estrangeiras sediadas em Portugal foram efectuadas com base na proposta de portaria a cujo envio oportunamente procedemos a esses serviços."


Na troca de informações, a que o PÚBLICO teve acesso, acrescentava-se que a referida proposta tinha sido enviada para aprovação do secretário de Estado da Educação, "crendo-se que até ao final da corrente semana [de 3 de Setembro] será apreciado por este membro do Governo".

Assim, quer a DGIDC, responsável pela emissão de certificados de equivalência ao 12.º a alunos que concluíram currículos estrangeiros, quer a Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) sabiam que estavam a ser dadas notas ao abrigo de uma eventual alteração legislativa, mais favorável para os alunos, que ainda não tinha acontecido.

Alteração não foi publicada

O PÚBLICO voltou ontem a contactar o Ministério do Ensino Superior, para perguntar como é que os serviços aceitaram como válidos, para efeitos de acesso ao superior, certificados emitidos desta forma. Mas, até às 20h00, não obteve resposta.

A referida proposta de portaria definia novas tabelas de equivalência para os currículos do International Baccalaureate (IB Diploma), ingleses e norte-americanos e tinha efeitos retroactivos até 2005/2006. Estes planos de estudo existem numa dúzia de escolas em Portugal, como o St. Julian, o Frank Carlucci American International School of Lisbon ou o Colégio Planalto.

Ao todo, poderão ter sido beneficiados nas suas notas - que nalguns casos serviram para concorrer ao superior e entrar no curso desejado - perto de duas centenas de alunos. A grande maioria concluiu o secundário este ano e há ainda estudantes que, tendo acabado nos dois anteriores, também pediram novas vias.

O diploma, proposto pela DGIDC, deu entrada na Secretaria de Estado da Educação em Agosto e foi assinado pelo secretário de Estado Valter Lemos a 5 de Setembro. Ontem, o assessor de imprensa do Ministério da Educação (ME), Rui Nunes, informou que a portaria não seguirá para Diário da República.

A 9 de Setembro, Pedro Martins informou Acácio Baptista que já tinha enviado cópia dos documentos referentes à "revogação da Portaria n.º 433/2005, de 19 de Abril". É este o diploma que regula as equivalências ao Bacharelato Internacional, um curso de nível secundário reconhecido internacionalmente. O diploma só poderia ser revogado, quando fosse publicada a alteração em Diário da República.

Recorde-se que foi perante as dúvidas suscitadas pelo PÚBLICO junto do ME - certificados a que teve acesso revelavam subidas de notas e a omissão da legislação aplicável - que Valter Lemos mandou averiguar a legalidade dos documentos. O ministério só comentará o caso depois das conclusões da Inspecção-Geral de Educação.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Líder da JSD alerta que casamento entre homossexuais «abre a porta à adopção»




O presidente da JSD, Pedro Rodrigues, declarou-se hoje a favor de um contrato civil que permita a união de duas pessoas do mesmo sexo e alertou que estender o casamento aos homossexuais «abre a porta à adopção»
Em declarações à agência Lusa, Pedro Rodrigues salientou que considera que a discussão sobre a possibilidade de os homossexuais se casarem «não é uma questão prioritária».

Por outro lado, o presidente da JSD acusou o PS, a JS e o BE de lançarem o tema do casamento entre homossexuais «sem discutirem a outra questão que vem acoplada, a adopção de crianças por casais de homossexuais, sabendo-se que uma coisa possibilita a outra».

«Não é sério», considerou. «Discuta-se a questão essencial, que é a adopção», defendeu Pedro Rodrigues.

Em causa está o artigo 1979º do Código Civil, segundo o qual «podem adoptar plenamente duas pessoas casadas há mais de quatro anos e não separadas judicialmente de bens ou de facto, se ambas tiverem mais de 25 anos».

Quanto à sua posição pessoal sobre a possibilidade de os homossexuais se casarem, o presidente da JSD declarou-se a favor de «um contrato civil ou uma união de facto registada».

«Não posso dizer que sou a favor de que se equipare o casamento entre homossexuais ao casamento entre heterossexuais porque isso significa abrir a porta à adopção», justificou.

Pedro Rodrigues sublinhou que é «liberal nos costumes» e entende que «o Estado não se deve intrometer na organização de vida de duas pessoas adultas».

O Parlamento vai discutir no dia 10 de Outubro um projecto do BE e outro dos Verdes que permitem o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

O diploma do BE altera o artigo 1577º do Código Civil que define o casamento como um contrato «entre duas pessoas de sexo diferente», passando a defini-lo como «o encontro de vontades, solenemente formalizado, de duas pessoas que pretendem constituir uma família mediante uma plena comunhão de vida».

Por sua vez, o diploma dos Verdes estabelece que «casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida».

O BE não altera nenhum artigo relacionado com a adopção, ao contrário dos Verdes, que mudam o artigo 1979º para impedir que duas pessoas do mesmo sexo possam adoptar, substituindo «duas pessoas casadas» por «homem e mulher

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ensino Superior recebe número recorde de alunos na primeira fase


Pelo terceiro ano consecutivo, o número de alunos a entrar na 1.ª fase de candidatura ao ensino superior aumentou e atingiu o valor recorde de 44.336. São mais seis por cento do que no ano anterior, quando ingressaram quase 42 mil caloiros. Os resultados são afixados amanhã mas podem ser consultados através do site da Direcção-Geral do Ensino Superior desde as 00h00 de hoje. O PÚBLICO também divulga as listas com o número de vagas sobrantes e nota do último colocado em cada um dos cursos (ver link).

Ainda que a subida não seja tão grande como a verificada em 2007, este é o valor mais alto dos últimos 12 anos (data a partir da qual estão disponíveis as estatísticas do ministério). Não que seja propriamente uma surpresa, já que tanto os candidatos como as vagas, propostas pelas instituições de ensino superior e autorizadas pela tutela, também tinham aumentado. No caso da oferta disponível nas universidades e politécnicos públicos, nunca como em 2008 tinham aberto tantos lugares: mais de 50 mil.

Contas feitas, 83,5 por cento dos alunos que se candidataram ao superior conseguiram colocação. A maioria (53 por cento) no curso da sua primeira escolha. Mas houve 8726 que falharam o objectivo.

A maior subida relativa de colocados aconteceu nos institutos politécnicos, mas são ainda as universidades que mais novos alunos recebem, revelam os dados do Ministério da Ciência e do Ensino Superior. Ao todo, 699 dos 1068 cursos existentes esgotaram a sua oferta nesta fase.

Ou seja, há ainda muito por escolher para os que não conseguiram um lugar. Mais de uma centena de cursos atraíram menos de 10 caloiros e 237 não chegaram aos vinte, o limite definido pelo ministério para continuar a financiar o curso (com algumas excepções em áreas específicas).

Licenciaturas desertas

Há ainda seis formações que ficaram desertas, como é o caso da licenciatura em Restauração e Catering na Escola Superior de Turismo e Telecomunicações de Seia do Politécnico da Guarda e outras na área das engenharias e em regime pós-laboral.

Tudo somado, a 2.ª fase do concurso vai contar com pelo menos 5917 vagas que sobraram desta etapa.

É claro que nem todas as formações têm ainda lugares. As cobiçadas licenciaturas de Medicina, Medicina Dentária, Ciências Farmacêuticas, Arquitectura, Direito ou Economia esgotaram já a sua capacidade. A menos que algum dos colocados não se inscreva e liberte assim um lugar para a 2.ª fase do concurso.

Quanto a médias de entrada e com as atenções sempre centradas em Medicina, refira-se que a nota mais baixa de ingresso (registada na Universidade da Madeira) subiu ligeiramente (de 177,5 para 179, numa escala de 0 a 200). Nos nove cursos em funcionamento, houve cinco que viram as suas já elevadíssimas médias de entrada aumentar e quatro descer.




A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto foi uma delas mas continua a liderar a lista dos cursos que exigem notas mais altas: ninguém entrou com menos de 185,2 de média.

Médias superiores a 17

A lista divulgada pelo MCTES permite ainda concluir que há 34 formações com médias de entrada superiores a 17 valores, com os cursos na área da Saúde em maioria. Criminologia (174 valores) e Engenharia Aeroespacial (175,7 valores) são outros exemplos de licenciaturas muito cobiçadas.

No extremo oposto da tabela encontram-se os únicos dois cursos onde houve alunos a entrar com média abaixo dos 100 valores: Engenharia Electrotécnica e de Computadores no Politécnico de Setúbal e Educação Básica no Politécnico de Bragança.

CONGRESSO DA JSD - 28, 29 E 30 de Novembro - PENAFIEL




O líder da JSD, Pedro Rodrigues, propôs no dia 13, em Conselho Nacional, que teve lugar no Hotel da Costa da Caparica, a antecipação do Congresso Nacional dos jovens sociais-democratas para os dias 28,29 e 30 de Novembro de 2008, em Penafiel.

"O meu mandato só termina em Abril, mas considero que essa é uma altura para se discutir o País. O reforço da posição da JSD e a sua estratégia devem ser questões definidas antes desse período, assim como a eleição de novos órgãos", defendeu o líder da JSD em declarações ao CM.

Pedro Rodrigues manifestou perante o Conselho Nacional a intenção de recandidatar-se ao cargo de líder da juventude social-democrata.

Pedro Rodrigues é, desde 22 de Abril passado, presidente da Comissão Política Nacional da JSD, eleito no XIX Congresso Nacional, que decorreu em Espinho. Sucedeu a Daniel Fangueiro.