quarta-feira, 14 de maio de 2008

Por favor, não governem mais!



Alguém que eu muito amei e que aprendi a admirar ao longo da vida dizia que não há nada mais perigoso do que políticos sem ideias mas cheios de iniciativas. Cada vez mais me convenço de que é uma grande verdade, confirmada dia a dia pela observação da vida política portuguesa: não há nada mais assustador do que os decisores desatarem a tomar decisões que ninguém lhes pediu e cuja necessidade ninguém sente. Apenas porque acham que assim estão a mostrar serviço.

Alguém sente necessidade de um acordo ortográfico, de matar as consoantes mudas (excepto as que os brasileiros usam)? Alguém o reclamou, tirando os 'especialistas' da língua da Academia das Ciências que, de outro modo, não teriam maneira de justificar a sua importância e as viagens de estudo que fazem ao Brasil e aos PALOP? Quem, de entre os que fazem da língua portuguesa a sua ferramenta diária de trabalho - escritores, editores, professores, jornalistas - pediu a normalização ortográfica com o Brasil, Timor ou a Guiné-Bissau? Porque hão-de então os 'sábios' impor-nos a sua vontade e a sua "expertise" - a língua não é nossa?

E quem sentiu a necessidade urgente de mais auto-estradas a rasgar todo o interior já deserto, de um novo aeroporto para Lisboa, de um TGV de Lisboa para Madrid, outro do Porto para Vigo e de uma nova ponte sobre o Tejo para o servir? Quem foi que andou a gritar "gastem-me o dinheiro dos meus impostos a fazer auto-estradas, pontes, aeroportos e comboios de que não precisamos"? Porque razão, então, o lóbi das obras públicas, os engenheiros, projectistas, banqueiros e advogados que os assessoram, mais a ilusão keynesiana do primeiro-ministro, nos hão-de impingir o que não pedimos?

Fomos nós, porventura - ou os autarcas, os especuladores imobiliários e os empresários do turismo - que reclamámos a legislação de excepção dos Projectos PIN para dar cabo da costa alentejana e do que resta do Algarve? Foi nossa a decisão que a Comissão Europeia classificou como uma batota para contornar as normas de protecção ambiental e ordenamento do território?

Fomos nós que reclamámos a privatização da electricidade para depois a pagarmos muito mais cara ou que, inversamente, protegemos até ao limite o monopólio da PT nos telefones fixos, em troca de termos o pior e o mais caro serviço telefónico da Europa?

Fomos nós que nos revoltámos contra o queijo da Serra feito em mesas de mármore, a galinha de cabidela ou o medronho da Serra de Monchique? É em nome da nossa vontade e da nossa cultura que o "ayatollah" Nunes e a sua ASAE aterrorizam e enfurecem meio país?

Fomos nós que estabelecemos uma sociedade policial contra os fumadores, que quisemos encher Lisboa de radares para controlar velocidades impossíveis e ajudar a fazer da caça à multa o objectivo principal da prevenção rodoviária?

Fomos nós que concordámos em que os agricultores fossem pagos para não produzir, os pescadores para não pescar, as empresas para fazer cursos de formação fantasmas ou inúteis, alguns escritores para terem 'bolsas de criação literária' para escrever livros que ninguém lê, os privados para gerir hospitais públicos com o dobro dos custos?

Fomos nós que aceitámos pagar por caças para a Força Aérea que caem todos sem nunca entrar em combate, helicópteros que não voam por falta de sobressalentes, submarinos que não servem para nada, carros de combate que avariam ao atravessar uma poça de água?

Fomos nós que decretámos que o Euro-2004 era "um desígnio nacional" e, para tal, desatámos a construir estádios habitados por moscas, onde jogam clubes que vegetam na segunda divisão ou se aguentam na primeira sem pagar aos jogadores, ao fisco e à Segurança Social? E é a nossa vontade colectiva que anda a animar uns espíritos inspirados que já por aí andam a reclamar um Mundial de Futebol ou mesmo uns Jogos Olímpicos?

Ah, e a regionalização, essa eterna bandeira de almas ingénuas ou melífluas, que confundem descentralização com jardinização? Esse último disparate nacional que falta fazer e com o qual nos ameaçam ciclicamente com o argumento de que está na Constituição, embora nós já tenhamos respondido, clara e amplamente, que dispensamos a experiência, muito obrigado?

Será que não se pode acalmar um bocadinho os nossos esforçados governantes? Pedir-lhes que parem com os "projectos estruturantes", os "desígnios nacionais", os "surtos de desenvolvimento", os PIN, os aeroportos, pontes e auto-estradas, que deixem de se preocupar tanto com o que comemos, o que fumamos, o que fazemos em privado e o que temos de fazer em público? Eu hoje já só suspiro por um governo que me prometa ocupar-se do essencial e prescindir do grandioso: um governo que prometa apenas tentar que os hospitais públicos funcionem em condições dignas e que não haja filas de espera de meses ou anos para operações urgentes, que os professores e alunos vão à escola e uns ensinem e outros aprendam, que os tribunais estejam ao serviço das pessoas e da sua legítima esperança na justiça e não ao serviço dos magistrados ou dos advogados, que as estradas não tenham buracos nem a sinalização errada, que as cidades sejam habitáveis, que a burocracia estatal não sirva para nos fazer desesperar todos os dias. Um governo que me sossegue quanto ao essencial, que jure que não haverá leis de excepção nem invocados "interesses nacionais" que atentem contra o nosso património: a língua, a paisagem, os recursos naturais.

Mas não há dia que passe que não veja o eng.º Sócrates a inaugurar ou a lançar a primeira pedra de qualquer coisa. E encolho-me de terror perante esta saraivada de pedras, que ora ajuda a roubar mais frente de rio a Lisboa, ora entrega mais uma praia a um empreendimento turístico absolutamente necessário para o "desenvolvimento", ora lança mais uma obra pública inútil e faraónica destinada a aliviar-me ainda mais do meu dinheiro para o dar a quem não precisa. Vivo no terror dos sonhos, dos projectos, das iniciativas de governantes, autarcas e sábios de várias especialidades. Apetece dizer: "Parem lá um pouco, ao menos para pensar no que andam a fazer!"

Além de mais, já não percebo muito bem o que justifica tanto frenesim. Já temos tudo o que são vias de transporte concessionado para as próximas gerações: auto-estradas, pontes, portos, aeroportos (só falta o comboio, mas os privados não são parvos, vejam lá se eles querem ficar com o negócio prometidamente ruinoso do TGV!). Já temos tudo o que é essencial privatizado (só falta a água e palpita-me que não tarda aí mais esse 'imperativo nacional'). É verdade que ainda faltam alguns Parques Naturais, Redes Natura e REN por urbanizar, mas é por falta de clientes, não por falta de vontade de quem governa. Já faltou mais para chegarmos ao ponto em que os governos já não terão mais nada para distribuir. Talvez então se queiram ocupar dos hospitais, das escolas, dos tribunais. Valha-nos essa esperança.

in expresso.pt
Artigo de Opinião

segunda-feira, 12 de maio de 2008

«Alheamento da política» leva jovens a Belém




No dia 25 de Abril, o Presidente da República apresentou no Parlamento os resultados de um estudo que considerou preocupante sobre o «envolvimento as atitudes e comportamentos dos jovens em relação à política». Com os qualificativos a indicaram alheamento e baixa participação, ignorância e distância em relação às instituições democráticas, Cavaco Silva decidiu promover esta segunda feira um encontro debate com três dezenas de jovens para debater este problema.
«Depois de uma primeira apresentação do estudo na Assembleia da República, decidi também submeter este trabalho à discussão pública, para alertar a consciência, a interrogação dos cidadãos, em relação a uma matéria que a todos diz respeito», disse o chefe de Estado, no Palácio de Belém, lançado uma interrogação aos jovens sobre a juventude.

«A questão que se coloca, quando a mim, é esta: estamos ou não estamos satisfeitos com a participação, o envolvimento dos jovens portugueses na política local, nacional e internacional. Porque é que a política não suscita o interesse dos jovens?», indagou Cavaco Silva, tentando saber o que pode ser feito «para inverter a situação». «Foi por isso que vos convidei para estar hoje aqui».

Cavaco Silva frisou que a sua interrogação sobre o tema já não é nova. Mas se até agora se baseava apenas numa percepção empírica, o estudo que encomendou à Universidade Católica confere uma solidez «científica» às suas preocupações. «Entendi que não devia limitar-me a falar em suposições, com base nos contactos pessoais».

O chefe de Estado disse que se sentiu na obrigação de alertar a sociedade portuguesa para este problema, já que «a vitalidade das instituições democráticas depende do rejuvenescimento dos quadros políticos, da consciência cívica dos cidadãos»

«O alheamento da juventude em relação ao fenómeno político no que diz respeito ao futuro do nosso país é mais grave do que o alheamento das gerações mais velhas», apontou.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

QUERES TER UM EMAIL @JSD.PT ?



A JSD Nacional disponibiliza a todos os militantes contas de correio electrónico gratuitas. As caixas de correio vão ter numa primeira fase, 20 MB de capacidade e podem ser acedidas via webmail ou POP3 a partir de qualquer computador que esteja ligado à Internet.

Para obter uma conta de email gratuita, tens de enviar um email para web@jsd.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar com os seguintes dados:
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EMAIL PRETENDIDO:
ACTUAL CONTA DE EMAIL (SECUNDÁRIA):

Depois da adesão confirmada, iremos reencaminhar-te um email com os dados de acesso.

A adesão a este serviço pressupõe uma Conduta Geral:
Os utilizadores não podem usar os mesmos para transmitir, distribuir ou guardar conteúdos que:
(a) violem qualquer lei aplicável;
(b) infrinjam qualquer copyright, marca, segredo comercial ou outros direitos de propriedade intelectual ou a privacidade, publicidade ou outros direitos pessoais de outrem;
(c) sejam obscenos, ameaçadores, abusivos ou odiosos ou contenham vírus ou outros componentes prejudicais.

Os serviços técnicos da JSD Nacional, reservam-se ao direito de desactivar e/ou remover as contas de email gratuitas que permaneçam inactivas por um período superior a 60 dias.
O registo e utilização de uma conta de email gratuita implica, por parte do utilizador, aceitar a recepção ocasional de mensagens da JSD/PSD.

Esperamos contribuir para o alargamento da comunidade JSD Online.
Contamos ver-te por aqui :)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Faculdade desenvolve projecto de e-books didácticos



A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) desenvolveu uma plataforma destinada a converter material didáctico em e-books para uso da comunidade da Faculdade, informaram fontes oficiais.
Alunos e professores podem aceder aos conteúdos inseridos na plataforma pelo corpo docente, através da Internet. A «Ferramenta de Prototipagem Rápida de E-books» permite, ainda, a actualização constante do conteúdo, pelo que os professores passam a ter a possibilidade de criar e-books à medida que as suas investigações produzam resultados passíveis de serem acrescentados.

O desenvolvimento desta ferramenta foi apresentado na conferência internacional IATUL 2006 ¿ Embedding Libraries in Learning and Research, tendo obtido o prémio de «Melhor Comunicação».

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lista de Delegados ao Conselhos Distrital de Braga eleitos na Secção de Fafe



Efectivos:

1- Duarte Pascal Freitas Noval, militante nº 65038
2- Jorge Adélio Martins Pereira da Costa, militante nº 84099
3- Vanessa Cláudia Nogueira da Rosa Barata, militante nº 162391
4- Vítor Manuel Sampaio Teixeira, militante nº 134283
5- Pedro Tiago Mendes Teixeira, militante nº 104504
6- Ana Cláudia Fernandes Costa, militante nº 162388
7- Sara Catarina Guimarães Oliveira, militante nº 136095
8- Cecile Martins Soares, militante nº 166910
9- António Guilherme Freitas Marinho, militante nº 134234
10- Nuno Artur Soares Macedo, militante nº 030707934
11- Duarte Teixeira Rocha, militante nº 104477

Suplentes:

12- Fernando Miguel N.Mendes de Oliveira, militante nº 90073
13- Bruno Miguel Nogueira Alves, militante nº 140069
14- Fábio Miguel Lopes Pereira Fernandes, militante nº 140970
15- Júlio Miguel Castro Alves, militante nº 030707793
16- Regina Julieta Castro Pereira, militante nº 163573
17- Ana Paula Dias Henriques, militante nº 134272

sábado, 3 de maio de 2008

Oposição denuncia entraves à liderdade de imprensa




Os partidos da oposição apontam a monopolização dos meios de comunicação social e a fragilidade das relações laborais como principais entraves à liberdade de imprensa em Portugal, enquanto o Governo prefere salientar o avanço da legislação portuguesa, refere a Lusa.
«A concentração da propriedade da comunicação social no poder económico, as más condições de trabalho dos jornalistas e a fragilidade das relações laborais, que se traduzem no condicionamento da informação são alguns exemplos», destacou o deputado comunista Bruno Dias.

Sobre as limitações da liberdade de imprensa, o deputado do CDS disse que «estas podem acontecer quando o governo tenta condicionar um determinado grupo económico ou quando decide ou não lançar concursos para condicionar certos grupos de comunicação social». O deputado concluiu que «a denúncia de situações são a melhor forma de combater essas limitações».

Já o deputado José Moura Soeiro, do Bloco de Esquerda, declarou que «há sinais preocupantes em relação à liberdade de imprensa» e que «a informação não se pode gerir como um negócio, precisa de regras de controlo democrático».

«Fúria legislativa inibe liberdade de imprensa»

Para Agostinho Branquinho, do PSD, «a fúria legislativa tem inibido a liberdade de imprensa». «Este excesso de legislação leva a um grande controlo da informação por parte do Governo», afirmou o deputado social-democrata.

Agostinho Branquinho finalizou, dizendo que «para fazer face às pressões que existem, é preciso aprofundar mecanismos de auto-regulação, de deontologia e de ética e deviam ser as empresas de comunicação social a fazer esse aprofundamento».

Já o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, optou por dizer que «a Constituição da República Portuguesa determina a liberdade de expressão, informação e liberdade de imprensa, nos seus artigos 37.º e 38.º».

«Segundo esse conjunto de critérios constitucionais, não tenho dúvida que existe liberdade de imprensa e de informação em Portugal», afirmou Santos Silva, acrescentando que «várias organizações internacionais consideram Portugal um dos países na frente da liberdade de imprensa».

terça-feira, 29 de abril de 2008

Finanças: Fraco crescimento da Zona Euro, petróleo e crise financeira




O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou hoje que a Comissão Europeia reviu em baixa o crescimento português deste ano devido ao abrandamento económico dos principais parceiros comerciais, subida do preço do petróleo e crise nos mercados financeiros internacionais.

O crescimento económico de Portugal vai equiparar-se ao da Zona Euro (1,7 por cento do PIB), um corte de três décimas em relação aos dois por cento anteriormente previstos, apesar de um abrandamento na evolução do PIB (Produto Interno Bruto), prevê a Comissão Europeia nas Previsões da Primavera, hoje divulgado.

“Embora em 2007 a recuperação do crescimento económico português esteja assente na dinâmica do investimento privado, e as exportações revelem uma dinâmica de mudança estrutural, com diversificação do seu mix-tecnológico e geográfico, a Comissão Europeia considera que o menor crescimento dos principais parceiros comerciais, a subida dos preços do petróleo e dos produtos alimentares e a turbulência nos mercados financeiros fundamentam a avaliação de que o ritmo de crescimento da economia portuguesa ficará abaixo da anterior previsão, contudo numa menor medida do que a revisão em baixa para a UE27 e a área do euro”, disse Teixeira dos Santos.

O ministro sublinhou que, segundo as previsões da Comissão Europeia, “a taxa de crescimento em Portugal converge com a da área do Euro em 2008 e, em 2009, situar-se-á ligeiramente acima”.

“A Comissão Europeia reafirma a maior solidez dos fundamentais económicos da União mas, conforme se esperava, considerou que aquelas condições nos mercados e o agravamento da conjuntura económica dos EUA conduzirão a um abrandamento do crescimento económico na UE27, na área do euro e na generalidade dos seus Estados-membros”, concluiu o ministro do Estado e das Finanças.

Nas previsões económicas do Outono passado, divulgadas em Novembro, Bruxelas previa um crescimento de dois por cento para Portugal em 2008, enquanto Lisboa estimava, em Dezembro, no Programa de Estabilidade actualizado, um aumento da riqueza de 2,2 por cento para o corrente ano.

Num “cenário de políticas económicas inalteradas”, dito de outra forma, se o Governo português não tomar medidas, a Comissão Europeia prevê a continuação da desaceleração económica em 2009 para 1,6 do PIB, contra 1,8 por cento na UE, mas acima da Zona Euro (que crescerá 1,5 por cento).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

ELEIÇÕES NÚCLEO DE GOLÃES 18 DE ABRIL







No próximo dia 18 de Abril, vai-se realizar pelas 21.00h na sede de Junta de Freguesia, a eleição dos órgãos do núcleo da JSD de Golães, Comissão Política e Mesa do Plenário.

A lista única é encabeçada por Patrick Freitas, estudante de Gestão na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que promete “estabelecer uma comunicação permanente com os jovens de Golães”, para além de se propor a “fazer mudanças substanciais positivas relativamente às politicas do núcleo mas, ainda assim, estar em sintonia permanente com os companheiros da JSD de Fafe” e em especial do seu presidente e amigo Duarte Pascal, também natural de Golães que encabeça a Lisa única para a Mesa do Plenário.

Desta forma, esta nova lista pretende ser activa e cooperar sempre com todas as iniciativas levadas a cabo no seio do partido. Patrick Freitas frisa também a “extrema necessidade de haver um grupo de jovens como o núcleo da JSD de Golães com quem os outros jovens possam juntar-se para discutir os problemas daquela freguesia e usufruírem dessa estrutura como apoio para futuros projectos que possam levar a cabo”, pois os jovens de qualquer freguesia são, definitivamente, o futuro da mesma e quem disso se esquecer terá sempre como consequência uma freguesia atrasada, envelhecida e estagnada – “Coisa que nós não queremos, de todo, que aconteça com Golães”.

A tomada de Posse irá ser no dia 19 de Abril (Sábado) e terá lugar no Restaurante Andorinhas pelas 20.30h.

sábado, 12 de abril de 2008

oh meu amigo...!!!!




Que exemplo é que estes senhores da polícia municipal dão? Que credibilidade têm eles para multar alguém?

PSD Fafe acusa Câmara de politizar o Futebol Local


Pedro Gonçalves, vereador do PSD de Fafe na Câmara Municipal, não gostou de ler uma carta que o presidente da Autarquia, do PS, enviou aos idosos do concelho e onde lhes era endereçado um convite para assistir ao último jogo do clube local no campeonato nacional da 2.ª divisão.


O PSD entende que a iniciativa da Autarquia foi infeliz e acusa o presidente da Câmara Municipal de Fafe, José Ribeiro, de estar a tentar politizar a Associação Desportiva de Fafe.




Politizar instituições, o comunicado enviado aos idosos praticamente diz que José Ribeiro é candidato às próximas eleições autárquicas. A politização das instituições normalmente dá mau resultado.




Pedro Gonçalves, até concorda com a ideia de tentar levar os idosos ao estádio, mas é da opinião de que o convite deve partir da direcção do clube e não da Autarquia."Uma coisa é a Associação Desportiva de Fafe. Outra é a Câmara Municipal. Se o clube quiser contratar um treinador não vai pedir, com certeza, opinião a José Ribeiro. Só espero que não seja a Câmara a mandar no clube", afirmou Pedro Gonçalves.

PSD quer que emigrantes possam votar e ser eleitos


O Parlamento discutiu um projecto de lei do PSD para atribuir o direito de voto e de ser eleito nas eleições autárquicas aos portugueses residentes no estrangeiro, iniciativa criticada pelo PS e PCP, noticia a Lusa.
O PSD pretendia garantir o direito de voto aos emigrantes nas eleições autárquicas portuguesas para «permitir a sua participação na definição do futuro das terras a que se encontram ligados e onde têm investido», afirmou o deputado social-democrata José Cesário.

Por outro lado, o diploma prevê que os residentes no estrangeiro possam igualmente ser eleitos para os órgãos autárquicos, Presidente da República e para a Assembleia da República.

Entre outras medidas para reforçar o apoio aos emigrantes portugueses, o projecto de lei propõe atribuir ainda a nacionalidade portuguesa, «por mero efeito de vontade», aos nascidos no estrangeiro com pelo menos um ascendente nascido em Portugal até ao 2º grau na linha directa.

Roteiro ‘Mudar Portugal’ arranca em Bragança com problemas do Interior e da fronteira


O presidente do PSD acompanha hoje o regresso semanal de trabalhadores portugueses em Espanha, no primeiro de dois dias do ‘Roteiro Mudar Portugal’, que começa em Bragança com os problemas do Interior

No final da tarde, Luís Filipe Menezes estará em Freixo de Espada à Cinta, na fronteira de Saucelle, a Sul do Distrito.

Este é um dos pontos da região por onde passam semanalmente centenas de portugueses «empurrados» para Espanha pela falta de emprego.

A questão do desemprego e da nova emigração preencherá parte do arranque da iniciativa social democrata, que, junto à fronteira, abordará também a questão da competitividade fiscal com Espanha.

O presidente do PSD falará com comerciantes e revendedores de combustíveis, numa região em que os depósitos são cada vez mais abastecidos em Espanha por os preços chegarem a ser 30 cêntimos mais baixos que em Portugal.

Luís Filipe Meneses começa o dia a ouvir os agricultores, em Carrazeda de Ansiães, a que se seguirá a solidariedade e a Terceira Idade, em Vila Flor.

O presidente do PSD visita depois de almoço, em Torre de Moncorvo, o tribunal da comarca local, com a reforma e o novo mapa judiciário na agenda.

Filipe Meneses termina esta jornada com uma jantar com deputados, autarcas e dirigentes do PSD, em Mogadouro.

Antes visita ainda em Freixo de Espada à Cinta, o centro de saúde local para falar do encerramento dos serviços de atendimento permanente (SAP).

A saúde marcará também o segundo dia do "Roteiro Mudar Portugal" com uma visita, sábado, ao hospital de Macedo de Cavaleiros.

O presidente social democrata ouvirá ainda entidades locais, em Alfândega da Fé, onde receberá um memorando reivindicativo dos jovens do Distrito de Bragança.

No segundo dia haverá uma homenagem aos novos e aos mais antigos militantes do partido, em Bragança, onde Menezes discursará no encontro distrital do Movimento das Mulheres social democratas.

Para a tarde de sábado, está também marcada uma conferência temática sobre ‘Interioridade e Coesão Territorial’, em que é orador Rui Moreia, o presidente da Associação Comercial do Porto.

Menezes termina este primeiro roteiro em Mirandela com um encontro com as associações agrícolas do Distrito e um jantar com militantes.

O roteiro ‘Mudar Portugal’ levará Luís Filipe Meneses aos 18 distritos nos próximos oito meses, um a cada quinze dias.

O roteiro arranca hoje em Bragança e está previsto que acabe em Dezembro, no Distrito de Santarém.

Lusa / SOL

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Acordo ortográfico: «Língua é do povo»




O ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso defendeu, no Porto, a importância de se tentar uniformizar a grafia do português no mundo mas frisou que «a língua pertence ao povo», de quem depende o sucesso do Acordo Ortográfico, informa a agência Lusa.
«É natural que os países procurem regras que facilitem a grafia mas a língua é do povo», afirmou Fernando Henrique Cardoso, em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência que proferiu esta noite na Fundação de Serralves.

O antigo presidente brasileiro considerou serem positivos os esforços que os países lusófonos estão a fazer para conseguirem «uma certa aproximação na grafia» mas alertou que «uma mudança destas não se pode fazer do dia para a noite».

«A mudança é útil, desde que não seja imposta a ferro e fogo. Tem que se dar tempo para que as pessoas se habituem», afirmou. Por essa razão, considerou que é preciso esperar para «ver o que vai ser aceite (pelo povo) neste Acordo Ortográfico», salientando que só depois se pode avaliar o sucesso deste entendimento.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Menezes: «País precisa de uma nova Constituição»



O líder nacional do PSD, Luís Filipe Menezes, defendeu este domingo no Funchal, que, mais do que uma revisão, o país precisa é de uma nova Constituição, refere a Lusa

«O país precisa de uma nova Constituição. Já passaram 35 anos, sendo altura de dizer que esta não seria a Constituição da República se não tivesse sido redigida sob o cutelo da pressão, do sequestro sobre o Parlamento», salientou o responsável social democrata na sessão de encerramento do XII congresso regional do PSD/M marcado como sendo o último da liderança de Alberto João Jardim.

Sustentou ser necessário uma «nova Constituição que defina, entre outros pontos, outras formas de organização jurídico-constitucional, outras regras no relacionamento do Estado central com as autarquias e regiões».

«Que seja uma constituição simples, não seja complexa e burocrática, difícil de analisar, ao serviço dos portugueses», apontou.

Realçou o desenvolvimento sustentado alcançado pela Madeira nos últimos anos, situação que é incompreendida pela maioria dos portugueses devido ao que considera ser um «défice de informação».

«O futuro governo da República do PSD vai apostar a sério nos transportes do continente para a Madeira e criar condições de vida diferentes» que permitam alterar esta situação, prometeu Luís Filipe Menezes.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Tolerância zero para telemóveis


Aparelhos encontrados nas salas de aula entregues aos pais ou à PSP e se não forem reclamados serão doados a instituições de caridade. Carolina Michaelis começa a aplicar regulamento já existente e inicia reflexão profunda sobre civismo
A solução proposta pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN de confiscar os telemóveis apanhados nas salas de aula começa esta segunda-feira a ser aplicada na escola Carolina Michaelis, no Porto.
No arranque do terceiro período, após a polémica sobre as agressões físicas e verbais à professora de francês, Adozinda Cruz.
Todos os aparelhos encontrados dentro das sacas de aula serão confiscados e entregues à família ou à PSP. Os telemóveis não reclamados serão doados a instituições de caridade no final do ano lectivo.
«Trata-se de um objecto ilícito à luz do regulamento da escola. Os aparelhos retirados aos alunos já eram devolvidos às famílias no dia seguinte. Não deixa de ser lamentável que muitos encarregados de educação se recusem a ir buscar os aparelhos, alegadamente por concordarem com a sanção. O facto é que muitos desses alunos apareciam no dia seguinte com outro telemóvel. Isto acontece em várias escolas. A questão é que esta medida de apreensão só faz sentido se os pais se envolverem», referiu a directora da DREN, Margarida Moreira, citada pelo Jornal de Notícias.
O primeiro dia de aulas do terceiro período será marcado por uma reflexão e debate sobre civismo, envolvendo alunos e docentes e que irá prolongar-se pelos próximos meses.
A docente Adozinda Cruz vai continuar em casa durante mais algumas semanas, dado encontra-se muito fragilizada. «Ela está muito fragilizada devido à exposição pública a que foi sujeita», referiu Margarida Moreira.